
ISO 9001:2008. Gestão da Qualidade.
No Brasil
Não existe certificação para as normas ABNT NBR ISO 9000:2000 e ABNT NBR ISO 9004:2000.
Histórico:
ISO 9000:1987
Essa primeira norma tinha estrutura idêntica à norma britânica BS 5750, mas era também influenciada por outras normas existentes nos Estados Unidos da América e por normas de defesa militar (as "Military Specifications" - "MIL SPECS"). Subdividia-se em três modelos de gerenciamento da qualidade, conforme a natureza das atividades da organização:
ISO 9000:1994
Essa norma continha os termos e definições relativos à norma ISO 9001:1994. Não é uma norma certificadora, apenas explicativa, dos termos e definições da garantia da qualidade.
ISO 9001:1994
Essa norma tinha a garantia da
qualidade como base da certificação. A norma tinha os seguintes
requisitos:
4.1 Responsabilidade da Direção (Trata do papel da alta direcção na
implementação do sistema da Qualidade);
4.2 Sistema da qualidade (Descreve a documentação que compõe o
sistema da qualidade);
4.3 Análise do contrato (Trata da relação comercial entre a empresa
e os seus clientes);
4.4 Controle da concepção e projecto (Trata da concepção e
desenvolvimento de novos produtos para atender aos clientes);
4.5 Controle dos documentos e dados (Trata da forma de controlar os
documentos do sistema da qualidade);
4.6 Compras (Trata da qualificação dos fornecedores de materiais /
serviços e do processo de compras);
4.7 Produto fornecido pelo Cliente (Trata da metodologia para
assegurar a conformidade dos produtos fornecidos pelo Cliente para
incorporar ao produto final);
4.8 Rastreabilidade (Trata da história desde o início do fabrico do
produto ou da prestação do serviço);
4.9 Controle do processo (Trata do processo de produção dos
produtos da empresa);
4.10 Inspecção e ensaios (Trata do controle da qualidade que é
realizado no produto ou serviço);
4.11 Controle de equipamentos de inspecção, medição e ensaio (Trata
do controle necessário para a calibração / verificação dos
instrumentos que inspeccionam, meçam ou ensaiem a conformidade do
produto);
4.12 Situação da inspecção e ensaios (Trata da identificação da
situação da inspecção do produto ou serviço em todas as etapas da
sua produção)
4.13 Controle do produto não conforme (Trata da metodologia de
controle para os produtos fora de especificação);
4.14 Acção correctiva e preventiva (Trata das acções necessárias
para as não conformidades identificadas de forma a evitar que
aconteça e a sua repetição);
4.15 Manuseamento, armazenamento, embalagem, preservação e
expedição (Trata dos cuidados com o produto acabado até a sua
expedição para o cliente);
4.16 Controle dos registos da qualidade (Trata da metodologia do
controle dos registos da qualidade para facilitar a sua
identificação,recuperação);
4.17 Auditorias internas da qualidade (Trata da programação das
auditorias internas da qualidade);
4.18 Formação (Trata do levantamento de necessidades de formação e
da programação das respectivas formações);
4.19 Serviços após - venda (Trata dos serviços prestados após
venda);
4.20 Técnicas estatísticas (Trata da utilização de técnicas
estatísticas na empresa);
Esta versão por exigir muito "papel" em vez da implementação das práticas como exigido pela ISO 9001:2008.
ISO 9001:2000
Para solucionar as dificuldades da anterior, esta norma combinava as 9001, 9002 e 9003 em uma única, doravante denominada simplesmente 9001:2000.
Os processos de projeto e desenvolvimento eram requeridos apenas para empresas que, de fato, investiam na criação de novos produtos, inovando ao estabelecer o conceito de "controle de processo" antes e durante o processo. Esta nova versão exigia ainda o envolvimento da gestão para promover a integração da qualidade internamente na própria organização, definindo um responsável pelas ações da qualidade. Adicionalmente, pretendia-se melhorar o gerenciamento de processos por meio de avaliações de desempenho e pela implementação de indicadores para medir a efetividade das ações e atividades desenvolvidas.
Mas a principal mudança na norma foi a introdução da visão de foco no CLIENTE. Anteriormente, o cliente era visto como externo à organização, e doravante passava a ser percebido como integrante do sistema da organização. A qualidade, desse modo, passava a ser considerada como uma variável de múltiplas dimensões, definida pelo cliente, por suas necessidades e desejos. Além disso, não eram considerados como clientes apenas os consumidores finais do produto, mas todos os envolvidos na cadeia de produção.como a sociedade do nosso pais que quanto mais s compra mais satisfação o produtor
ISO 9000:2005
Foi a única norma lançada nesse ano, descrevendo os fundamentos de sistemas de gestão da qualidade que, no Brasil, constituem o objeto da família ABNT NBR ISO 9000, e definindo os termos a ela relacionados. É aplicável a organizações que buscam vantagens através da implementação de um sistema de gestão da qualidade; a organizações que buscam a confiança nos seus fornecedores de que os requisitos de seus produtos serão atendidos; a usuários dos produtos; aqueles que têm interesse no entendimento mútuo da terminologia utilizada na gestão da qualidade (por exemplo: fornecedores, clientes, órgãos reguladores); aqueles, internos ou externos à organização, que avaliam o sistema de gestão da qualidade ou o auditam, para verificarem a conformidade com os requisitos da ABNT NBR ISO 9001 (por exemplo: auditores, órgãos regulamentadores e organismos de certificação); aqueles, internos ou externos à organização, que prestam assessoria ou treinamento sobre o sistema de gestão da qualidade adequado à organização; e a grupos de pessoas que elaboram normas correlatas.
ISO 9001:2008
A versão atual da norma foi aprovada no fim do ano de 2008.
Esta nova versão foi elaborada para apresentar maior compatibilidade com a família da ISO 14000, e as alterações realizadas trouxeram maior compatibilidade para as suas traduções e consequentemente um melhor entendimento e interpretação de seu texto.
Outra importante alteração nesta versão foi a sub-cláusula 1.2 que introduz o conceito de exclusões. Esta cláusula permite que requisitos da norma que não sejam aplicáveis devido a características da organização ou de seus produtos sejam excluídos, desde que devidamente justificados. Desta forma, garante-se o caráter genérico da norma e sua aplicabilidade para qualquer organização, independente do seu tipo, tamanho e categoria de produto.
Fonte: Wikipédia